domingo, 19 de novembro de 2017

Eu

São tantos demônios. Eles insistem em ficar. Primeiro foi ela, agora são eles. Não sei pra onde correr. O maior de todos vive aqui debaixo do meu olho. Sou eu.
Eu sou minha maior inimiga. O carrossel que não sabe a hora de desligar. A roda que desaprendeu a rolar. A destruidora de potenciais alegrias. Eu preciso tanto de algo que desconheço. Será que um dia eu vou encontrar? Eu me perco nos meus próprios passos, eu tropeço a cada esquina. Eu não sei para onde ir. Será que esperar o amanhã é benéfico? Por que não terminar tudo essa noite? É possível se sentir vazia rodeada de desejos? Eu quero ser tanta coisa mas ao mesmo tempo eu não quero nada. Como desligar essa máquina que insiste em me desmembrar? Como faço parar rodear essa compulsão que persiste na derrota? Eu preciso de ajuda mas não sei gritar. Tudo o que me resta é continuar tropeçando nos medos que me perseguem sem motivos aparentes.