Volto arrependida. Eu não quero ficar. Cadê minha vida? Não consigo encontrar. E mais uma semana, mais um mês mais um ano. Mais velha menos sábia. Nada parece mudar. Os dias passam, a neblina ao redor parece aumentar. Quando chega minha hora? Não aguento esperar. Mais um mês, mais um ano mais uma vida. Que vida?
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Eu e você
Chorei de amor
Foi um terror
A água parada
E eu estagnada
Não sabia direito
Qual era o defeito
Minhas mãos pálidas
Ou minhas roupas erradas
O teu segredo
É que tu não tem medo
Minha razão
É ser teu não
Quero tanto te ver
Mais do que te ter
Só com você.
Eu e você.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Me inclui na tua música
Que dor eu sinto quando percebo que nosso laço não é verdadeiro. Você me magoa diariamente.
Será que o problema sou eu? Sou eu a borboleta que sente demais?
Nossa triste música soa tão errada. Nossos acordes não são similares. Você sempre encontra um jeito diferente de me abandonar. Parece proposital.
O que eu te fiz? O que eu não fiz?
Me ajuda a solucionar nosso caso tão errado. Me situa nessa canção porque eu não quero dançar só. Olhe nos meus olhos ao falar sobre nós. Não me deixa ser teu estorvo. Soluciona nosso medo; e me deixa participar.
Me faz parte integral e me leva pra longe. Me inclui nessa tua vida errada e me deixa consertar. E me ensina a dança do ego frágil que não tem medo de se desculpar; vem pro meu lado e fica até o sol invernal partir.
Deixa eu decidir o nosso caminho dessa vez? Eu te prometo não prometer nada.
Nossa triste música soa tão errada. Nossos acordes não são similares. Você sempre encontra um jeito diferente de me abandonar. Parece proposital.
O que eu te fiz? O que eu não fiz?
Me ajuda a solucionar nosso caso tão errado. Me situa nessa canção porque eu não quero dançar só. Olhe nos meus olhos ao falar sobre nós. Não me deixa ser teu estorvo. Soluciona nosso medo; e me deixa participar.
Me faz parte integral e me leva pra longe. Me inclui nessa tua vida errada e me deixa consertar. E me ensina a dança do ego frágil que não tem medo de se desculpar; vem pro meu lado e fica até o sol invernal partir.
Deixa eu decidir o nosso caminho dessa vez? Eu te prometo não prometer nada.
Escrito no dia 28/01/2016
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Nosso beijo roubado
Foi mesmo engraçado
Aquele beijo roubado.
Você todo familiarizado
E eu com medo exacerbado.
O arrepio exagerado
E seu olhar acalentado.
Mesmo que fosse inventado
O coração ficaria inebriado.
Você inconformado
O luar contagiado
O local iluminado
E o nosso beijo roubado.
Um olhar assustado
O corpo fez um chiado
O desejo internado
E o nosso beijo roubado.
Aquele beijo roubado.
Você todo familiarizado
E eu com medo exacerbado.
O arrepio exagerado
E seu olhar acalentado.
Mesmo que fosse inventado
O coração ficaria inebriado.
Você inconformado
O luar contagiado
O local iluminado
E o nosso beijo roubado.
Um olhar assustado
O corpo fez um chiado
O desejo internado
E o nosso beijo roubado.
Escrito no dia 13/06/2015
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Você deveria voltar
Qual foi o problema?
O mesmo dilema.
Meu cabelo parecia errado
Ele estava despenteado.
A minha fala saiu fraca
A sua, clara feito água.
Você foi um sonho bom
Parece que tem mesmo um dom.
O rosto tão harmonioso e certo
O meu tedioso e pouco desperto.
No final eu tive certeza
Que esse moço era uma beleza
Fiquei cega pela nobreza
E esqueci a gentileza.
Ele se foi com a promessa do retorno
E eu me perdi bem no contorno.
Parece que não irá voltar
Tudo o que me resta é continuar
Uma hora ei de te encontrar.
O mesmo dilema.
Meu cabelo parecia errado
Ele estava despenteado.
A minha fala saiu fraca
A sua, clara feito água.
Você foi um sonho bom
Parece que tem mesmo um dom.
O rosto tão harmonioso e certo
O meu tedioso e pouco desperto.
No final eu tive certeza
Que esse moço era uma beleza
Fiquei cega pela nobreza
E esqueci a gentileza.
Ele se foi com a promessa do retorno
E eu me perdi bem no contorno.
Parece que não irá voltar
Tudo o que me resta é continuar
Uma hora ei de te encontrar.
Escrito no dia 13/06/2015
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Tua boca é um doce
Me faz tua presa porque eu cansei de fingir ser forte, me leva pro alto daquela torre e me mantém lá pro resto da vida.
Eu não quero você, eu quero nós. Seu corpo formando um Universo. Nossos ossos transformando toda raiva em doce. Doce é tua boca. Doce seria ter você sem preocupação.
Não me faça querer se não pretende ficar. Vai embora antes de me enlaçar.
Quando resolver decorar a tabuada do meu corpo me consola no teu peito, e fica um pouquinho mais. Fica e fixa toda tua vivacidade no meu coração.
Eu não quero você, eu quero nós. Seu corpo formando um Universo. Nossos ossos transformando toda raiva em doce. Doce é tua boca. Doce seria ter você sem preocupação.
Não me faça querer se não pretende ficar. Vai embora antes de me enlaçar.
Quando resolver decorar a tabuada do meu corpo me consola no teu peito, e fica um pouquinho mais. Fica e fixa toda tua vivacidade no meu coração.
Escrito no dia 14/10/2015
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Eu preciso de alguém forte para desmanchar toda a minha fraqueza
Eu preciso de alguém forte para desmanchar toda a minha fraqueza. Eu preciso de alguém nobre pra me mostrar toda a beleza. Onde o céu encontra o mar. Onde o sol se torna gelo. Onde minha mão encontra aconchego.
Sem efemeridade e sem falsas promessas. Nossa realidade é esse apresso. Eu e teu cheirinho de roupa limpa. Eu e tua pele. Nós e o nada. O tudo e o vazio. É lá que eu quero te encontrar. E adormecer sentindo sua respiração.
A chuva lá fora vai cantar que dessa vez não vai ter dor. E eu vou mergulhar esperando teu consolo, porque o medo não vai me encontrar.
Sem efemeridade e sem falsas promessas. Nossa realidade é esse apresso. Eu e teu cheirinho de roupa limpa. Eu e tua pele. Nós e o nada. O tudo e o vazio. É lá que eu quero te encontrar. E adormecer sentindo sua respiração.
A chuva lá fora vai cantar que dessa vez não vai ter dor. E eu vou mergulhar esperando teu consolo, porque o medo não vai me encontrar.
Escrito no dia 26/09/2015
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
O lobo mau
Foram tantas palavras, tantas tentativas e no fim eu acabei só.
Sempre soube que nossa lição não iria tão longe, mas você acabou com todas as ilusões que eu tinha a seu respeito.
Você não queria tanto assim. Você sequer lutou o suficiente. Não sei porque ainda me deixei ser levada pela correnteza. Problema é o seu nome do meio. Sempre preocupado demais com o mundo e esquecendo todo o resto à sua volta. A circunstância palpável. Aquela que você poderia solucionar.
Obrigada pela sua indisposição. Afinal de contas eu devo aprender com terceiros aquilo que você rispidamente se negou.
Desculpe pela falta de jeito, talvez com um pouco mais de tato eu teria caído em suas mãos feito uma luva. Mas não era para ser. Você provou e se arrependeu.
Engraçado relembrar dias passados e notar que eu era tão indiferente. Foi preciso apenas algumas palavras bonitas e um olhar sedutor para me conquistar. Afinal de contas, devo ser mesmo o coelho que caiu na conversa do lobo narcisista.
Se sentir saudades, você sabe onde me encontrar, mas venha depressa, antes que outro lobo resolva me fazer de caça.
Sempre soube que nossa lição não iria tão longe, mas você acabou com todas as ilusões que eu tinha a seu respeito.
Você não queria tanto assim. Você sequer lutou o suficiente. Não sei porque ainda me deixei ser levada pela correnteza. Problema é o seu nome do meio. Sempre preocupado demais com o mundo e esquecendo todo o resto à sua volta. A circunstância palpável. Aquela que você poderia solucionar.
Obrigada pela sua indisposição. Afinal de contas eu devo aprender com terceiros aquilo que você rispidamente se negou.
Desculpe pela falta de jeito, talvez com um pouco mais de tato eu teria caído em suas mãos feito uma luva. Mas não era para ser. Você provou e se arrependeu.
Engraçado relembrar dias passados e notar que eu era tão indiferente. Foi preciso apenas algumas palavras bonitas e um olhar sedutor para me conquistar. Afinal de contas, devo ser mesmo o coelho que caiu na conversa do lobo narcisista.
Se sentir saudades, você sabe onde me encontrar, mas venha depressa, antes que outro lobo resolva me fazer de caça.
Escrito no dia 29/07/2015
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Se você soubesse o que eu quero iria me deixar
Quando você chegar meu cérebro já terá se acostumado com a tristeza medíocre que a relação mal intencionada proporcionou.
Se os pássaros perderem o fôlego e suas asas fracas deixarem de bater, eu finalmente saberei que você me encontrou.
O fracasso baterá em nossas portas como quem pede por um prato de sabedoria. E ele não estará só. Nossos corações atordoados estarão atados em nosso pensamentos.
O orgulho nos dará algumas semanas de intimidade. Tudo de mais melancólico será posto à tona. Os olhos nús exergarão todo o limite grotesco que emana da pequena cobaia.
Já sem medo de interpretar o papel do animal perverso, nossas luzes irão colorir o Universo com milhares de tons simples.
A simplicidade nunca será plena, ela só existirá no coletivo. E por fim nós dois dançaremos entre os mortos as canções que serão criadas em nossa homenagem. Músicas distorcidas que comprimem o animal ferido em uma simples réplica daquilo que possivelmente jamais poderá ser recriado.
Se os pássaros perderem o fôlego e suas asas fracas deixarem de bater, eu finalmente saberei que você me encontrou.
O fracasso baterá em nossas portas como quem pede por um prato de sabedoria. E ele não estará só. Nossos corações atordoados estarão atados em nosso pensamentos.
O orgulho nos dará algumas semanas de intimidade. Tudo de mais melancólico será posto à tona. Os olhos nús exergarão todo o limite grotesco que emana da pequena cobaia.
Já sem medo de interpretar o papel do animal perverso, nossas luzes irão colorir o Universo com milhares de tons simples.
A simplicidade nunca será plena, ela só existirá no coletivo. E por fim nós dois dançaremos entre os mortos as canções que serão criadas em nossa homenagem. Músicas distorcidas que comprimem o animal ferido em uma simples réplica daquilo que possivelmente jamais poderá ser recriado.
Escrito no dia 05/07/2015
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Meu canto é sincero
Já não me lembro quando me dei conta dessa sensação. Esse desejo consome minha carne e eu preciso ter aquilo que anseio.
Se a vida não me ajudar eu terei que desfazer antigas relações. Eu não me importo internamente. Tudo que meu ser anseia é a realização do meu pomar carregado.
Minha plantação até o presente momento encontra-se sobrecarregada de frustrações, tudo que me consome me realiza e me destrói cada vez mais.
Qual foi a maldição irreparável que eu cometi em meus sonhos? Minha vida tornou-se uma sucessão de falsas terapias cognitivas. Tudo que eu tenho não me pertence. Não passam de absurdas sensações de prazer que esmorecem com a brisa.
Eles não merecem possuir meus sonhos, eles não merecem uma única parcela do que possuem. Ladrões de alma merecem o retorno do horror. Ladrões de imaginários merecem tudo aquilo que o nada clama ao empurrar goela abaixo sua podridão.
Meu canto é sincero no mesmo nível da inveja abismal.
Minha voz não liga para os fortes. Minha sombra só precisa de um teto simples, de um par de botas e de um pesadelo para encarar.
Se a vida não me ajudar eu terei que desfazer antigas relações. Eu não me importo internamente. Tudo que meu ser anseia é a realização do meu pomar carregado.
Minha plantação até o presente momento encontra-se sobrecarregada de frustrações, tudo que me consome me realiza e me destrói cada vez mais.
Qual foi a maldição irreparável que eu cometi em meus sonhos? Minha vida tornou-se uma sucessão de falsas terapias cognitivas. Tudo que eu tenho não me pertence. Não passam de absurdas sensações de prazer que esmorecem com a brisa.
Eles não merecem possuir meus sonhos, eles não merecem uma única parcela do que possuem. Ladrões de alma merecem o retorno do horror. Ladrões de imaginários merecem tudo aquilo que o nada clama ao empurrar goela abaixo sua podridão.
Meu canto é sincero no mesmo nível da inveja abismal.
Minha voz não liga para os fortes. Minha sombra só precisa de um teto simples, de um par de botas e de um pesadelo para encarar.
Escrito no dia 05/07/2015
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Minha alma só precisa do adeus
Se você me pedir um beijo eu te entregarei meu coração. Eu serei tua sereia adormecida, aquela que só quer teu bem.
Se você me amar, eu te direi palavras já esquecidas, porque você merece tudo aquilo que existiu.
Quando nossas almas já esmaecidas se tocarem, todo o resto não terá importância. O mundo anseia por nossa junção.
Se você me beijar agora, eu transformo Plutão em nosso esconderijo secreto.
Por favor, não me deixe. O som que tua mandíbula faz ressona em meus ouvidos. Eu preciso tanto que você fique.
Se amanhã esse sentimento tornar-se frustração, meus lábios finos beijarão teus olhos redondos e sedutores em um ensaio de despedida.
Talvez nosso coro não viva o suficiente, mas o calor da sensação extasiante vai dominar meus sonhos por dias.
Antes de ir embora, não esqueça o meu beijo, minha alma precisa de um adeus triunfal.
Se você me amar, eu te direi palavras já esquecidas, porque você merece tudo aquilo que existiu.
Quando nossas almas já esmaecidas se tocarem, todo o resto não terá importância. O mundo anseia por nossa junção.
Se você me beijar agora, eu transformo Plutão em nosso esconderijo secreto.
Por favor, não me deixe. O som que tua mandíbula faz ressona em meus ouvidos. Eu preciso tanto que você fique.
Se amanhã esse sentimento tornar-se frustração, meus lábios finos beijarão teus olhos redondos e sedutores em um ensaio de despedida.
Talvez nosso coro não viva o suficiente, mas o calor da sensação extasiante vai dominar meus sonhos por dias.
Antes de ir embora, não esqueça o meu beijo, minha alma precisa de um adeus triunfal.
Escrito no dia 03/07/2015
domingo, 31 de janeiro de 2016
O coração só conhece o ladrilho
Seus olhos: meu esconderijo ineficiente.
Talvez com um pouco de maestria nossos jogos esquecidos tornem-se finalmente a transcrição das memórias medíocres que clamam por atenção.
Com certa retidão faço das tuas palavras minhas mais sinceras condolências.
O sono que acalma, afugenta a solidão. E ao mesmo tempo torna o plural singular.
Ela não vai ser sua. Ela não vai ceder aos caprichos de um centauro desarmado. Ela não irá sucumbir às garras da princesa dos cabelos rubros. Ela não.
Se você deseja alguma novidade o castelo feito de sonhos talvez tenha algo a dizer.
Se a tua voz conseguir reabrir o portal da excentricidade, talvez o calor dos passos vazios nos ajude a reencontrar a trilha sombria do coração flagelado que não liga para torturas. O coração que só enxerga a sorte do fracasso.
Quando o momento de despedida chegar ao fim, a percepção do que sempre existiu ressurgirá pela calçada íngreme do lado esquerdo. O lado que sempre foi defeituoso, que não aceita desculpas nem respostas.
Em cinco mil anos, nossos ossos usufruirão do prazer de decolar pelas hélices do grande retorno. E nós, no fundo do poço, esperaremos pacientemente a lua reconquistar o que sempre lhe pertenceu.
Talvez com um pouco de maestria nossos jogos esquecidos tornem-se finalmente a transcrição das memórias medíocres que clamam por atenção.
Com certa retidão faço das tuas palavras minhas mais sinceras condolências.
O sono que acalma, afugenta a solidão. E ao mesmo tempo torna o plural singular.
Ela não vai ser sua. Ela não vai ceder aos caprichos de um centauro desarmado. Ela não irá sucumbir às garras da princesa dos cabelos rubros. Ela não.
Se você deseja alguma novidade o castelo feito de sonhos talvez tenha algo a dizer.
Se a tua voz conseguir reabrir o portal da excentricidade, talvez o calor dos passos vazios nos ajude a reencontrar a trilha sombria do coração flagelado que não liga para torturas. O coração que só enxerga a sorte do fracasso.
Quando o momento de despedida chegar ao fim, a percepção do que sempre existiu ressurgirá pela calçada íngreme do lado esquerdo. O lado que sempre foi defeituoso, que não aceita desculpas nem respostas.
Em cinco mil anos, nossos ossos usufruirão do prazer de decolar pelas hélices do grande retorno. E nós, no fundo do poço, esperaremos pacientemente a lua reconquistar o que sempre lhe pertenceu.
Escrito no dia 10/06/2015
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
O sol atravessou a rua
Quando a chuva torrencial decidir que sofremos o suficiente ela irá passar.
Um dia ensolarado envolto pelo apelo comercial finalmente irá aparecer. O engraçado é que ninguém jamais vai notar essa discrepância, afinal de contas a vida não se importa com seus dizeres mórbidos e sua falta de esperança. Aliás, a vida só tem olhos para o seu próprio umbigo.
Se você conseguisse discernir o bem do necessário nosso diálogo talvez fosse menos tenso. Aquela que te aguarda não quer somente o seu adeus.
O alimento precioso é retirado inteiramente do sofrimento mundano. Quando a lição finalmente for ingerida, o sol tomado pelas sombras do mar irá descarregar todo seu excremento diário.
Nós dois seremos todos. Todos serão ninguém. A vida vingará seu fim trágico. Nosso fim. O fim de ninguém.
Escrito no dia 09/06/2015
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
O dia que nunca foi mencionado
Com seus olhos atordoados você me disse que tudo era improvável. No primeiro momento deu certo. Eu senti que era real. Ou ao menos poderia ser.
Você me perdeu nas semanas seguintes. Sempre ocupado demais com trabalhos importantes que apenas mascaravam a sua indisposição de ser.
Obrigada pelas memórias. Especialmente aquelas que eu inventei. Até o real foi irreal. A proximidade que aparentemente existia foi fruto da imaginação que já não corresponde aos estímulos como antes. Ela está morrendo.
Graças ao nosso fracasso o mundo finalmente ira desmoronar. Este será nosso grande final.
A árvore do abismo ancestral nos espera. Não foi nesse planeta. Quem sabe em Marte nos resolvemos.
Escrito no dia 08/06/2015
Você me perdeu nas semanas seguintes. Sempre ocupado demais com trabalhos importantes que apenas mascaravam a sua indisposição de ser.
Obrigada pelas memórias. Especialmente aquelas que eu inventei. Até o real foi irreal. A proximidade que aparentemente existia foi fruto da imaginação que já não corresponde aos estímulos como antes. Ela está morrendo.
Graças ao nosso fracasso o mundo finalmente ira desmoronar. Este será nosso grande final.
A árvore do abismo ancestral nos espera. Não foi nesse planeta. Quem sabe em Marte nos resolvemos.
Escrito no dia 08/06/2015
Assinar:
Postagens (Atom)