Se a vida não me ajudar eu terei que desfazer antigas relações. Eu não me importo internamente. Tudo que meu ser anseia é a realização do meu pomar carregado.
Minha plantação até o presente momento encontra-se sobrecarregada de frustrações, tudo que me consome me realiza e me destrói cada vez mais.
Qual foi a maldição irreparável que eu cometi em meus sonhos? Minha vida tornou-se uma sucessão de falsas terapias cognitivas. Tudo que eu tenho não me pertence. Não passam de absurdas sensações de prazer que esmorecem com a brisa.
Eles não merecem possuir meus sonhos, eles não merecem uma única parcela do que possuem. Ladrões de alma merecem o retorno do horror. Ladrões de imaginários merecem tudo aquilo que o nada clama ao empurrar goela abaixo sua podridão.
Meu canto é sincero no mesmo nível da inveja abismal.
Minha voz não liga para os fortes. Minha sombra só precisa de um teto simples, de um par de botas e de um pesadelo para encarar.
Escrito no dia 05/07/2015
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